Música

Tu és divina e graciosa…

13 de abril de 2016

No dia 23 de abril comemora-se o dia nacional do Choro.

Isto porque nesse mesmo dia nasceu Alfredo da Rocha Vianna, nosso querido Pixinguinha.

Grande instrumentista, arranjador e compositor sofisticado, Pixinguinha é um dos alicerces da música instrumental brasileira. Sua importância para o choro é tamanha que sua história se confunde com a desse gênero musical.

Muitos dizem que o choro seria a verdadeira música erudita brasileira.

 

Ainda que décadas mais tarde inspirou compositores como Braguinha, Vinícius de Moraes, Hermínio Bello de Carvalho a escrever letras para suas maravilhosas melodias.

Como é o caso de Carinhoso (João de Barro), ou de Lamentos (Vinícius) e Fala Baixinho (Hermínio).

Mas a “parceria” mais inusitada para mim foi a de Pixinguinha com Otavio de Souza. Ele não era músico nem nada, e, sim, mecânico e trabalhava num bairro de uma cidade do interior do Rio de Janeiro.

Diz que um dia encontrou Pixinguinha num bar e disse a ele que tinha escrito uma letra para a melodia da valsa Rosa.

A letra foi aceita e assim nasceu essa parceria de uma única música.

 

E, veja como são as coisas;

Estava eu na comedoria do SESC Vila Nova aguardando o espetáculo de marchinhas que Maria Alcina faria, quando um senhor puxou assunto comigo. Começou a falar sobre seu pai, Otavio de Souza, que tinha fugido com o circo quando pequeno, que fez e aconteceu por aí, e, que, incrível! Tinha sido até parceiro de Pixinguinha!

  • Como assim? ,perguntei. Ele disse:
  • Sim, ele estava apaixonado e escreveu uma letra para a valsa Rosa que o inspirava muito. Quando teve oportunidade de encontrar Pixinguinha, mostrou sua letra e o resto todos sabem.

Voltei pra casa com essa história na cabeça me sentindo muito sortuda por tê-la escutado assim de bandeja.

Ainda mais porque essa valsa Rosa (letra e música) é uma pérola do nosso cancioneiro. Fez muito sucesso na voz de Orlando Silva e segue lindamente em outras versões. Ouçam uma de minhas preferidas, na voz de Na Ozzetti acompanhada por Andre Mehmari ao piano:

 

 

 

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2 comentários

  • Responder lili 1 de maio de 2016, 15:17

    Adorei saber tudo isso.Não sabia e realmente é uma linda história!
    E fechando com Ná Ozzeti, mais belo ainda!
    Parabéns Pixinguinha!
    E dia 3 temos você no Drosophyla….ah que bom!

    • Responder Dani Mattos 7 de maio de 2016, 22:08

      Sim, Lilly. Esses encontros são presentes que a vida dá e que eu gosto de compartilhar! Beijim.

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