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Sobre tudo

Da minha casa para as suas

8 de julho de 2020
Poética 2, Vinícius de Moraes: “Com as lágrimas do tempo, E a cal do meu dia, Eu fiz o cimento da minha poesia, E na perspectiva da vida futura, Ergui em carne viva, Sua arquitetura, Não sei se é casa, se é torre, Ou se é templo, Um templo sem Deus, Mas é grande e clara, pertence ao seu tempo, Entrai, irmãos meus!”

Costumo escrever neste blog sobre lugares escondidos e peculiares da nossa cidade. Só que agora, durante esta pandemia que tem nos mantido em casa, isto não faz sentido. O que passou a fazer sentido para mim...   continuar lendo

São Paulo, Sobre tudo

Cronistas da Cidade pela “metrópole polista”*

23 de janeiro de 2019

O aniversário de São Paulo está chegando e como gostamos de fazer prestaremos nossa homenagem numa dinâmica e divertida roda de sambas, poemas, diálogos de radionovelas e curiosidades sobre nossa cidade. Dani Mattos e Toque de Bambas vão se apresentar no “Al Janiah”, que fica ali na Bela Vista. É fácil encontrar, fica na Rua Rui Barbosa e tem um ônibus, desses escolares antigos, parado bem na porta. Dentro funciona uma biblioteca.

Muito mais que uma casa de shows o “Al Janiah” é um espaço político e cultural, com um bar e restaurante de culinária árabe onde arte, cultura, música e cinema se expressam criticamente por meio de eventos, cursos, peças teatrais, lançamentos de livros, exibições de filmes e exposições fotográficas. Tudo isso envolto pelos deliciosos sabores e aromas das bebidas e comidas da casa.

Foi este lugar que escolhemos para lançar nosso Ep que leva o mesmo nome do show: Cronistas da Cidade. Você paulistano (basta viver aqui, não precisa ter nascido aqui!), que ama esta cidade, venha comemorar esta data conosco!

* São Paulo sempre foi cheia de sotaques diferentes. Vem daí o termo cunhado por Adoniran, Vanzolini, Germano Mathias e outros artistas que foram, em prosa, verso, melodias e muito samba, grandes Cronistas da Cidade.

Dani Mattos e Toque de Bambas: Dani Mattos, Tito Longo, Edu Batata, Tigana Macedo, Coka Pereira e Marcelinho 7 cordas.

P.S. Trechos de nossa entrevista concedida à querida Miriam Ramos na Radio USP esta semana pode ser visto na minha fan page: https://www.facebook.com/danimmattos/?ref=settings

 

São Paulo

Ainda sobre a São Silvestre

5 de janeiro de 2019

Curiosidades sobre São Paulo

Ainda sobre a São Silvestre

Fiquei em São Paulo na passagem de ano e aproveitei para ver a corrida de São Silvestre. Subi a Consolação e na Paulista dei de cara com os corredores...   continuar lendo

Música

Poucas e Boas no CCSP – Centro Cultural São Paulo

11 de outubro de 2017

2017-10-08-Poucas e Boas na concentraçaoPraça das Bibliotecas CCSPCCSP

No dia 7 de outubro, sábado, o grupo vocal Poucas e Boas, criado por mim há doze anos, se apresentou no CCSP, Centro Cultural São Paulo, por ocasião das comemorações dos 70 anos da Biblioteca Louis Braille, na praça das bibliotecas.            Sim, porque lá há três bibliotecas, cada uma especializada em um assunto ou demanda. São elas, A Biblioteca Sergio Milliet, a Gibiteca Henfil e a Biblioteca Louis Braile. Elas estão abrigadas num imenso espaço aberto, com pé direito quase infinito de tão alto, cada uma numa ponta, e se integram através de um sistema de rampas.

Pois no meio delas existe uma praça fictícia, a praça das bibliotecas. E foi lá que se deu nossa apresentação, o sarau poético-musical “Vinícius, o poeta amador”, num palco improvisado com biombos. O público, cerca de oitenta pessoas acomodou-se nas cadeiras ali colocadas, e, quem saía das bibliotecas, via e ouvia que estava acontecendo um sarau. O convite estava feito!

Ao pesquisar um pouco mais sobre a historia do CCSP soube que sua criação foi inspirada no Centro George Pompidou, em Paris, e que foi dos primeiros centros culturais de São Paulo. Criado na década de 70, numa área desapropriada para a construção de uma estação do metrô, a ideia era justamente que a população pudesse vir dos quatro cantos e se encontrar nesse centro cultural e usufruir de suas instalações. Quem o frequenta sabe do sucesso da ideia!

E o que dizer do seu logotipo? Emilie Chamie, sua criadora, se inspirou em sua estrutura para criá-lo. Estrutura essa que teve que contar com a sabedoria, habilidade e capacidade de improvisar e adaptar dos arquitetos Luiz Telles e Eurico Prado Lopes. Todo em concreto e estruturas metálicas, sua construção foi quase artesanal, como cita o site da prefeitura.

Interessante também foi a ideia dos arquitetos de fazer uma praça dentro do centro cultural com as árvores existentes no terreno desapropriado. É ao lado da praça que funciona um café onde as pessoas se reúnem para conversar, estudar, ler, curtindo aquele espaço verde. Trata-se, enfim, de um lugar vivo, que promove a vida, a arte e a diversidade, tão próprias da cidade de São Paulo!

 

Sobre tudo

Cronistas da Cidade na Casa Mario de Andrade

24 de janeiro de 2017

Amanhã será dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo.

463 anos!

Estou muito contente porque vou apresentar meu espetáculo “Cronistas da Cidade”; roda de samba, poemas, esquetes de radionovelas e curiosidades sobre nossa metrópole.

O local é dos mais especiais; a casa em que viveu Mario de Andrade e que ele chamava de carinhosamente de ‘coração perdido’.

Situada na Barra Funda, foi projetada por Oscar Americano.

Mario, grande cronista de nossa cidade, sua musa inspiradora!

Barra Funda, um bairro que tem muita história para contar.

Sempre e muito ligada ao samba, às manifestações populares, onde nasceu o primeiro cordão carnavalesco da cidade.

Pois amanhã seremos recepcionados por Mario de Andrade, ele mesmo, na pele de Pascoal da Conceição, que cederá sua casa para contarmos histórias de nossa metrópole na visão de Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Germano Mathias.

Adoniran entra também como popular ator de radionovelas da Record. Seus personagens eram baseados nas pessoas que ele via e conhecia nas suas andanças por São Paulo. O roteiro das radionovelas eram escritos pelo genial roteirista e escritor Osvaldo Moles. Que dupla!

Vanzolini, o erudito Vanzolini, descrevia nas letras de suas canções não só a cidade mas também a boemia e seus tipos boêmios.

O que pouca gente sabe é que ele era também poeta e escreveu um livro “Tempo de Cabo”, utilizando em seus versos o “paulistês”, mistura de sotaques que se ouvia por aqui na época da grande imigração e um pouco depois.

As ações descritas em seus poemas acontecem nesta cidade com personagens muito típicos daqui. Bem-humorados ou nostálgicos, os poemas deixam transparecer o olhar apaixonado deste cronista; são verdadeiras declarações de amor por São Paulo e sua gente!

cartazete Cronistas na Mario

Arte para Cronistas da Cidade de Rodrigo Terra.

Dani_bannerCronistas

Música

Tu és divina e graciosa…

13 de abril de 2016

No dia 23 de abril comemora-se o dia nacional do Choro.

Isto porque nesse mesmo dia nasceu Alfredo da Rocha Vianna, nosso querido Pixinguinha.

Grande instrumentista, arranjador e compositor sofisticado, Pixinguinha é um dos alicerces da música instrumental brasileira. Sua importância para o choro é tamanha que sua história se confunde com a desse gênero musical.

Muitos dizem que o choro seria a verdadeira música erudita brasileira.

 

Ainda que décadas mais tarde inspirou compositores como Braguinha, Vinícius de Moraes, Hermínio Bello de Carvalho a escrever letras para suas maravilhosas melodias.

Como é o caso de Carinhoso (João de Barro), ou de Lamentos (Vinícius) e Fala Baixinho (Hermínio).

Mas a “parceria” mais inusitada para mim foi a de Pixinguinha com Otavio de Souza. Ele não era músico nem nada, e, sim, mecânico e trabalhava num bairro de uma cidade do interior do Rio de Janeiro.

Diz que um dia encontrou Pixinguinha num bar e disse a ele que tinha escrito uma letra para a melodia da valsa Rosa.

A letra foi aceita e assim nasceu essa parceria de uma única música.

 

E, veja como são as coisas;

Estava eu na comedoria do SESC Vila Nova aguardando o espetáculo de marchinhas que Maria Alcina faria, quando um senhor puxou assunto comigo. Começou a falar sobre seu pai, Otavio de Souza, que tinha fugido com o circo quando pequeno, que fez e aconteceu por aí, e, que, incrível! Tinha sido até parceiro de Pixinguinha!

  • Como assim? ,perguntei. Ele disse:
  • Sim, ele estava apaixonado e escreveu uma letra para a valsa Rosa que o inspirava muito. Quando teve oportunidade de encontrar Pixinguinha, mostrou sua letra

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